Pai, Obrigada! Muitas foram as alegrias a mim dadas, Sinceramente: agradeço! Abençoada quando recebi em meu ventre, Aquele que me salvaria. João Pedro, nome do filho teu, Aquele que me tirou da escuridão de uma vida sem alegria. Agora ele dorme e sinto aquele agradecimento imenso. Meus olhos chegam a encher de água. Obrigada, por esta criança linda, Que me ensina a ter paciência, A controlar a ansiedade de querer vê-lo bem encaminhado. Mas, Pai, fica a dúvida: - Tão bela pedra tu me deste e será que estou sabendo lapidá-la? Estou emocionada. Porque realmente não sei o que estou fazendo. Quando me entregaste este bruto e puro cristal, não me falou como fazer. Faço aquilo que minha cultura imbecil e ignorante permite. Mas e se eu estiver fazendo errado? Será que ele me perdoará? Grande parte das frustrações futuras dele, poderão estar relacionadas ao modo com o qual eu o lapidei. E como será que estas frustrações da vida ficarão impregnadas no seu cérebro? Elas trarão consequências. E como saber? Nesta hora, clamo por sabedoria na ignorância e clamo por luz na escuridão. Pai, já que me deste tão belo presente, suplico para que me guie nesta escuridão da ignorância de fazê-lo SER do BEM.
Amém.

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