Sabiá
O sabiá se instalou na pilastra da minha varanda. Não gosto muito de ter e pegar aves, mas acho que no fundo é inveja de vê-las voar tão longe, sem medo algum, rs.
Com o ninho pronto, a fêmea ficava arisca quando me via passando. Ela queria mesmo, que eu fosse embora.
Na outra semana, quando a fêmea não estava lá, coloquei o espelho e vi dois ovinhos.
Um tempo depois, talvez algumas semanas, os filhotinhos da Dona Sabiá estavam no ninho, embaixo dela. Com olhos grandes e fechados por uma membrana, quase sem penas ou plumas, de pele clara.
Na outra semana, pude observar que o macho também ajudava levando lagartas e insetos, assim como a fêmea. Eles eram muito famintos, abriam o bico para serem alimentados, sempre que os pais retornavam.
Semanas depois, cheguei na chácara e fui ver o ninho, nem sinal dos filhotinhos. Achei que tinham morrido. Esperei piarem, em vão. Por horas, silêncio total. Peguei o espelho e fui ver. No percurso fiz promessa para que nada tivesse acontecido com eles.
Ufa! Eles estavam lá. Dormindo. Dias depois foi o aniversário do meu filho e eu tentei não colocar nada muito perto da pilastra para não atrapalhá-los. Deu certo, mesmo com medo das pessoas, os sabiás foram alimentar sua ninhada. Os filhotes já esticavam as asas e treinavam batê-las dentro do próprio ninho.
Na outra semana, cheguei e vi o ninho vazio, fiquei triste. Achei que o vizinho havia pegado os filhotes. Esperei a manhã toda. Olhei com o espelho e nada. Fiquei triste e tirei o ninho. Com incerteza no coração em saber como aqueles filhotinhos estavam. Teriam sido comidos? Teriam caído? A mãe os abandonara? Os pais foram mortos? Como eu não queria mais pensar nisso, removi o ninho.
No outro dia pela manhã, acordo com ela, Dona Sabiá na minha janela, clamando pelos seus filhotese ou pelo ninho. Ela ia e voltava, da jabuticabeira para a pilastra como se quisesse me chamar. Levou seu parceiro para ver. Meu coração apertou mais ainda. O que eu fiz? Destruí a casinha dela.
Fiquei triste e quando lembro ainda não consigo conter minhas lágrimas. Me desculpe eu não imaginava que retornaria. O casal procurou o ninho incansavelmente e até agora não acredito no que eu fiz.
Pesquisei na internet e vários sites dizem que o período de incubação dos ovos é de 13 dias e depois de nascidos, ficam sob os cuidados da fêmea ou casal por 35 dias (em média). Como dia 03 de novembro, cheguei na chácara e eles já tinham nascido e quando fui embora dia 21 de novembro, eles ainda estavam lá, acredito que tenha dado tempo de se desenvolverem e tenham ido embora porque estavam crescidinhos.
Com o ninho pronto, a fêmea ficava arisca quando me via passando. Ela queria mesmo, que eu fosse embora.
Na outra semana, quando a fêmea não estava lá, coloquei o espelho e vi dois ovinhos.
Um tempo depois, talvez algumas semanas, os filhotinhos da Dona Sabiá estavam no ninho, embaixo dela. Com olhos grandes e fechados por uma membrana, quase sem penas ou plumas, de pele clara.
Na outra semana, pude observar que o macho também ajudava levando lagartas e insetos, assim como a fêmea. Eles eram muito famintos, abriam o bico para serem alimentados, sempre que os pais retornavam.
Semanas depois, cheguei na chácara e fui ver o ninho, nem sinal dos filhotinhos. Achei que tinham morrido. Esperei piarem, em vão. Por horas, silêncio total. Peguei o espelho e fui ver. No percurso fiz promessa para que nada tivesse acontecido com eles.
Ufa! Eles estavam lá. Dormindo. Dias depois foi o aniversário do meu filho e eu tentei não colocar nada muito perto da pilastra para não atrapalhá-los. Deu certo, mesmo com medo das pessoas, os sabiás foram alimentar sua ninhada. Os filhotes já esticavam as asas e treinavam batê-las dentro do próprio ninho.
Na outra semana, cheguei e vi o ninho vazio, fiquei triste. Achei que o vizinho havia pegado os filhotes. Esperei a manhã toda. Olhei com o espelho e nada. Fiquei triste e tirei o ninho. Com incerteza no coração em saber como aqueles filhotinhos estavam. Teriam sido comidos? Teriam caído? A mãe os abandonara? Os pais foram mortos? Como eu não queria mais pensar nisso, removi o ninho.
No outro dia pela manhã, acordo com ela, Dona Sabiá na minha janela, clamando pelos seus filhotese ou pelo ninho. Ela ia e voltava, da jabuticabeira para a pilastra como se quisesse me chamar. Levou seu parceiro para ver. Meu coração apertou mais ainda. O que eu fiz? Destruí a casinha dela.
Fiquei triste e quando lembro ainda não consigo conter minhas lágrimas. Me desculpe eu não imaginava que retornaria. O casal procurou o ninho incansavelmente e até agora não acredito no que eu fiz.
| Data 03/11/2014 a mãe aquecendo os filhotes com apenas alguns dias. |
| Data: 17/11/2014 Os filhotes já curiosos e se esticando muito. |
Pesquisei na internet e vários sites dizem que o período de incubação dos ovos é de 13 dias e depois de nascidos, ficam sob os cuidados da fêmea ou casal por 35 dias (em média). Como dia 03 de novembro, cheguei na chácara e eles já tinham nascido e quando fui embora dia 21 de novembro, eles ainda estavam lá, acredito que tenha dado tempo de se desenvolverem e tenham ido embora porque estavam crescidinhos.
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