Simples assim!


Percebe que no fundo vivemos coisas hiper mega complexas quando, na verdade, a vida se resume simplesmente em nascer, crescer, reproduzir e morrer. Só que o homem conseguiu fazer todas estas etapas virarem um transtorno psicótico.

O ato de nascer não é apenas nascer:  com a “evolução” humana, um ato simples, cheio de privacidade, agora é um mega evento que gera toda uma matemática econômica, cheio de conflitos diários imbecis. Ainda, para piorar, ficamos tentando achar propósito no parto  de cócoras, deitada, na água, cesárea e qualquer outro que inventarem.

O ato de crescer, agora, não é mais apenas ser orientado pela figura da fêmea  e/ou macho com seus carinhos, cuidados, proteção (NÃO SUPERPROTEÇÃO), ajuda e incentivo. Hoje, nós fizemos algo que era tão simples, virar publicações e mais publicações, estudos e mais estudos para psicólogos, médicos, educadores.... O que era a solução, como encaminhar bem a prole (com qualidade), se transformou em “tenho que trabalhar para dar-lhe uma boa escola, boas companhias, boas roupas, boas festas, bom serviço de saúde, resumindo, dinheiro” 

O ato de reproduzir para garantir a espécie não é mais algo essencialmente químico que atrai indivíduos de sexos iguais ou diferentes para tentarem manter uma “estabilidade eletrônica”.  Agora se tornou parte IMPORTANTE DA MATEMÁTICA na qual os indivíduos devem se exibir por aquilo que possuem, lembrando ainda que quanto mais aquisições, melhor será seu desempenho para atrair um companheiro.  A idéia de reprodução, atualmente, também está ligada ao ato de deixar herdeiros para vingarem seu sobrenome e aquisições materiais.

O ato de morrer também deixou de ser um momento importante de reclusa, para virar um ato hipócrita de liberdade espiritual, também de fazer valer os dias em que aquele indivíduo viveu. Nesse momento, o homem passa a pensar e repensar nas imbecilidades que fez, na energia desnecessária gasta com pequenas coisas como a vaidade, a luxúria, a gula, a avareza, a inveja, a preguiça e a soberba. E, já no fim da vida, para se limpar de toda essa sujeira ele doa dinheiro aos pobres e se envolve em campanhas sociais.

Mas aí meu amigo eu lhe pergunto? De que vale tudo isso? Até quando seremos reféns da “evolução”. Será que evolução é mesmo isso?

SERÁ QUE SOMOS EVOLUÍDOS MESMO? OU APENAS INDIVÍDUOS COM O MAIOR NÚMERO DE VILOSIDADES NOS HEMISFÉRIOS CEREBRAIS? E que não sabem o que fazer com elas. 


OBS: Sim, fui eu quem escreveu o texto acima e TENTO muito não ser consumista, me livrar da carne, mas confesso que estou longe de chegar a plenitude do amor ao próximo e ao meio ambiente. 

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