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Luli

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Domingo, dia 04 de fevereiro deste ano (2024), apareceu uma gatinha embaixo da lixeira do lado de fora do portão da chácara. Estávamos indo embora com certa pressa, porque o Pedro iria encontrar uns amigos. Quando estávamos abrindo o portão, ouvimos uns miadinhos, bem baixinho. Era uma gatinha minúscula.  Olhamos no entorno, para ver se alguém havia a perdido, procuramos pela mãe e não encontramos. No mesmo momento, surpreendentemente o Sócrates falou: - Vamos levar! Ela vai morrer aqui! Respondi rapidamente que ficaríamos com ela só para achar um lar. O Pedro a pegou no colo e a trouxemos para São Paulo.  No caminho fui me dando conta de que nunca tive gato, não sabia e não sei cuidar, mas uma positividade dentro de mim dizia que tudo daria certo e, que eu encontraria uma família para ela. Chegando em São Paulo passei em uma loja para animais (a mesma que eu comprava as coisas da Leia, nossa beagle linda que faleceu anos atrás), perguntei se alguém queria, sem sucesso. Apenas...

Aqui em casa.

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 Estou na chácara desde terça-feira. Aqui o tempo parece passar diferente, perco a noção das horas, dos dias da semana e acho isso bom. Dá para esquecer um pouco da correria lá de fora. Sim. Aqui parece um outro mundo. Aqui trabalho muito, acordo cedo, tomo meu café da manhã vendo as árvores (o som de máquinas sempre está no fundo, o que é muito triste), coloco uma roupa velha e geralmente suja do dia anterior, prendo meu cabelo e vou. Ali no mato, fico conversando com Ele para que me ajude a observar e fazer as coisas certas para recuperar este lugar o mais rápido possível. Estou aqui a dez anos (acho que é isso) mas já fiz muita coisa errada. Já queimei, plantei coisas que eu não deveria, deixava a Leia solta espantando tudo que é bicho, inexperiência.  É difícil arrumar aqui sozinha, precisava de outras pessoas no mesmo sentimento que o meu para transformar este lugar mais rapidamente ou ter dinheiro. O dinheiro compra bons funcionários.  Ontem me peguei pensando se nã...

Minha vida, minha confusão organizada.

 Antes, quando chegava domingo eu já começava a ficar angustiada e deprimida. Eu lutava e me trapaceava dizendo que passaria logo, eram só dois dias (segunda e quarta), que a grana era boa e fácil de ganhar. No final de junho minha vida deu o sacode que eu tanto queria, fui dispensada.  Claro que eu fiquei insegura, quinze anos trabalhando na mesma escola, mas eu estava esperançosa pelas novas possibilidades que eu estudei para conquistar. Estou no final do mestrado e novas portas poderiam se abrir como fazer outro mestrado, doutorado ou ainda, encontrar alguma faculdade particular para lecionar.  Também estava com fé no concurso da prefeitura, que fiz a primeira e segunda etapa em janeiro e fiquei em 319º lugar, depois fui chamada para a prova prática, que semanas atrás soube que fiquei em 6º lugar. Estas notas serão somadas aos títulos, mas já é uma luz no fim do túnel. Aliás, até agora não acredito que fiquei em 6º lugar em Ciências do Município de São Paulo, foi realm...

Festinha julina na chácara.

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Haviamos marcado para junho mas eu e o Pedro ficamos doentes e tivemos que remarcar. No primeiro sábado de julho efetivamos a festinha, chamamos umas 16 pessoas, apenas familiares em uma festa colaborativa. Mesmo em festas colaborativas gastamos muito (donos da casa) porque nunca se resume só naquilo que as pessoas irão levar... enfim! Nem sei porque insisto nisso.  Organizamos uma lista no drive com sugestões de pratos para as pessoas levarem e elas selecionavam aquilo que queriam levar, além dos refrigerantes e bebidas alcoólicas de cada família.  No final, acabaram indo apenas 11 pessoas mas foi muito bom. Gosto de festas, da casa cheia, aquelas vozes todas disputando para ver quem fala mais, mais alto ou é mais engraçado.  Minha irmã e o marido levaram além das comidinhas, o varal de luzes e o som que foi um sucesso. Minha mamis linda, além das comidinhas, também ajudou muito na decoração e organização. Ficou muito mais bonitinho do que imaginei e aquele espaço da fut...