Não estou em uma maré muito boa.


Sem gás a duas semanas, ou seja, gastando o que não tenho para comer fora.

As coisas da mudança ainda não estão totalmente no lugar.

Domingo, trabalhei a tarde toda no bingo da escola. Presenciei professores tirando dinheiro e fichas do caixa. Me pediram para colocar uma chave no meu bolso, da sala a qual estavam os prêmios do bingo, porém toda hora esta chave era solicitada. Eu ocupada com outras coisas, não lembrei de ver com quem havia ficado a chave no final do evento. Porém minha última atividade na escola era dançar a quadrilha, quando fui me trocar, procurei a chave e já não estava mais comigo. Havia ficado com algum outro professor. Enfim, dancei e fui embora.

Segunda feira, eu deveria ter entregado todas as avaliações para a gestão na escola, mas não. Eu estava com problemas no meu computador e não conseguia visualizar as imagens inseridas, então teria que refazê-las. De manhã trabalhei, de tarde o moço veio instalar as telas de proteção (depois limpei a bagunça) e de noite eu retornava da greve no Estado. Para minha sorte, a luz acabou e demorou a voltar, os alunos e professores foram dispensados. Fui embora com esperança de fazer minhas provas. Ao chegar em casa me dei conta de duas coisas, como eu faria as provas sem luz e ainda, onde arrumar a lula que o Pedro precisava para levar na aula? Fui correndo para a casa dos meus pais, para usar a energia deles. Quando estacionei o carro na porta, o Pedro me ligou avisando que a luz tinha voltado, nem parei, retornei imediatamente para casa. Antes passei em dois mercados grandes e não encontrei a lula do Pedro. Fiquei até de madrugada refazendo a prova. Consegui.

A luz acabou no meio da noite, ouvi o estalo e acordei para arrumar o rádio relógio. Porém isso aconteceu novamente e eu não ouvi, estava exausta. Conclusão, no outro dia cheguei atrasada, dez minutos. Minha chefe, não estava feliz, claro. Eu estava, porque havia conseguido me atrasar APENAS 10 minutos, depois de tantas coisas que aconteceram. Mal entrei na sala e veio a pergunta: - A professora precisa da chave que ficou com você.

Comigo? Não ficou comigo, muita gente pegou esta chave do meu bolso e blá, blá, blá. A minha gestora retrucou: - A professora falou que ficou com você. - e saiu com cara de decepção.

Pronto meu dia acabou naquele momento. Eu havia previsto que daria merda aquela maldita chave no meu bolso, mas insistiram. Acabei cedendo. Eu deveria ter negado a chave até o final.

Hoje, para ajudar, sabem porque estou em casa? Porque o meu querido amasiado, desligou o despertador e eu perdi a hora. Legal né? Pois é, ele achou que eu não dava aula de quarta. "Caspita" dou aula todos os dias, todas as manhãs, todas as noites e três tardes. Ainda não deu para decorar? Basta fazer uma conta bem imbecil: Como ela trabalha 54 horas na semana se não trabalhar às quartas? Dão 11 horas de trabalho por dia.

Difícil, né?

Conclusão tudo gera aprendizado. Vou doar sangue.



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