Eu tentando organizar minha vida.

Ontem e hoje foram os dias que eu tirei para descansar, fiquei em casa, saí pouco ou nem saí, tentei frear minhas atividades para colocar minha cabeça em ordem.

Pensando em tudo isso e limpando minha mesa de trabalho, percebi que seguramos uma barra pesada neste ano. Foram muitos acontecimentos. 

O ano começou e o  Pedro não estava matriculado na escola em que leciono, procurei outras e quase tive que tirá-lo de lá. Meses depois o Pedro ficou doente e tomou um remédio que lhe causou alucinações, quase enlouqueci achando que ele era esquizofrênico, foi atendido por psiquiatra e neurologista. 

Minha sogra adoeceu e infelizmente, faleceu. A família ficou super fragilizada porque ela sempre foi o porto seguro deles. Na sequência, minha avó (de quase cem anos) caiu e fraturou o fêmur e teve várias complicações, as quais se recupera até hoje. Meu pai está esgotado, são muitas idas e vindas do hospital, cama hospitalar, enfermeiras, cadeira de rodas, fraldas, entre outros.

A minha mocinha linda também se despediu, minha cachorrinha foi embora, partiu, virou estrelinha, foi animar o céu ou sei lá. Perdi a vontade de arrumar a casa, tudo me lembrava ela, perdi a vontade de estudar fotografia, de fotografar, evitei ficar em casa para não me lembrar dela. Perdi um pouco o orgasmo da vida. Enterramos a Leia na chácara e na minha cabeça, eu queria ir para lá toda hora, na esperança de encontrá-la no portão, me esperando. Ela foi embora e parecia estar dormindo, como uma princesa. Aliás ela sempre foi minha princesa e como era dócil. Ainda sinto muito.

Agora no final do ano também tomei outra rasteira, como minhas aulas da noite diminuíram, tive que declinar de algumas aulas da escola particular (mais rentável) para completar meu cargo na escola pública. Logo, meu salário para o próximo ano ficará horrível, trabalharei mais e ganharei menos. Estou tentando outras escolas, mas as entrevistas que fiz, tinham vagas para o período da manhã ao qual eu não tenho disponibilidade.

Mas este ano não foram só espinhos, teve muita coisa boa, o Pedro está cada vez melhor nas aulas de violão, começou a estudar bateria, começou a fazer catequese, foi muito bem na escola, viajamos para vários lugares incríveis, os jabotas estão em casa, me presenteei com um ofurô, trabalhei muito e até consegui "tocar" algumas pessoas, consegui ajudar outras, tive o prazer de ver muitas cenas lindas, me diverti muito também. 

Posso dizer que foi um ano difícil mas tiveram momentos maravilhosos. Vou me despedir deste, sem olhar para trás, que venha o próximo e seja mais generoso conosco, traga muitas aventuras, muita alegria, muito amor, muita cumplicidade, muito trabalho, muitas viagens, muita saúde e muito dinheiro também.

Agradeço aos obstáculos por me tornarem mais forte e também aos vários momentos de felicidade e amor que vivi intensamente. Amém! Vem 2018, vem!


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