Meu primeiro contato com a aldeia.



Eu sempre me emocionei com a situação precária da tribo indígena perto de onde moro. Eu lecionava lá perto, visitava o parque e todas as vezes saia pensativa.

Minha ideia era fazer um projeto maior na África, estava "namorando" com uma empresa de estágios voluntários e minha vontade era seguir para ajudar, longe da família. Partir em prol de algo grande.

Com a grana sempre curta comecei a pesquisar sobre aldeias indígenas que me aceitasse para aprender com eles, sobre questões de cunho cultural e ambiental.

Fuçando no face, encontrei um grupo super solidário que trabalha em vários projetos e também na aldeia. Bingo! Tentei contato e eles responderam super rápido.

Fiz uma doação para os 500 kits de higiene, que estavam montando e fui ajudar na entrega.

Ao chegar lá, apontei vários problemas:

- o esgoto não parece ser encanado, parece (ainda não sei ao certo) que eles fizeram uma "invasão" e as terras não são efetivamente deles, logo, tudo é irregular inclusive o saneamento básico;
- vulnerabilidade das crianças (todas soltas e super carinhosas);
- lixo para todo lado;
- muitos grupos ajudando por ser Páscoa, e nos outros períodos?
- crianças com cáries visíveis, significado de falta de produtos de higiene e/ou má escovação;
- sem renda (artesanato ou outras atividades), vivem (praticamente) de doações;
- pessoas abandonam cães na porta da aldeia, logo, milhares não castrados;
- os voluntários levam somente alimentos gordurosos (salsichas, chocolates, refrigerantes, ...)
- faltam produtos de limpeza e higiene;
- falta coleta seletiva;
- falta (acho) que conscientização sobre o impacto ambiental das invasões, higiene, planejamento familiar e ainda empreendedorismo.

Com tudo isso acontecendo um grupo está invadindo o jaraguá para fazer uma nova aldeia, mas como não "estudam" fazem tudo na orelhada, as chances de fazerem tudo errado é grande. Precisariam da visita de  um grupo de estudiosos para orientá-los e assim eles poderem fazer tudo diferente. Fazer algo sustentável e ainda de forma empreendedora.

Eu gostaria de deixar claro, que não estou julgando ninguém, o problema já existe. Agora as causas não "importam". A ideia é pensar em soluções.

Já pensei em mutirões da limpeza, com conscientização das crianças e adolescentes, quem sabe eles passam a fazer diferente.

Estou em reflexão ainda...

* Não coloquei dados sobre a aldeia para não haver exposição, antes de conhecê-los bem, mas caso você queira ajudar com doações basta mandar e-mail para gabibugni@hotmail.com



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