Alerta: Superdosagem Zinnat.

Estamos sem convênio, então fui até o Hospital Público procurar uma pediatra, me surpreendi, pois em menos de uma hora a carteirinha do SUS já estava pronta, o Pedro já havia sido atendido por uma pediatra experiente e já estávamos com a guia dos exames.

Fiquei me perguntando se era sorte de iniciante ou se realmente fui uma otária em ficar três horas esperando para ser atendida no São Camilo, por centenas de vezes. Bom, tentei não criar expectativas.

Esperei até a outra semana para fazer os exames de sangue, fezes e urina, mas os exames cardiovasculares, não consegui agendar até hoje.

Já virou o mês e o Pedro ainda não foi chamado, orcei estes exames em laboratórios particulares mas ficou muito caro.

Como na semana retrasada, ele passou mal, resolvi levá-lo no Servidor Público Como nunca tinhamos usado, tive que fazer a carteirinha e cai na asneira de ir no mesmo dia em que os professores da rede estadual paralisaram, perdi um dia todo de folga.

Para resumir a história toda, o João foi atendido por uma pediatra no Hospital do Servidor que diagnosticou sinusite e receitou Zinnat. Comentei com ela que, quando pequeno, ele rejeitou este antibiótico, mas ela insistiu dizendo que ele já poderia tomar o comprimido.

Compramos o remédio e ele começou a tomar duas vezes ao dia 1 comprimido de 500mg (dose diária 1000mg). Os pesadelos começaram, ele suava durante a noite, acordava assustado, não falava coisa com coisa. Passaram vários dias com os mesmos sintomas, até que no quarto dia de medicação, as perturbações começaram a acontecer durante o dia e na escola.

A coordenação me chamou para contar que ele estava pálido, chorava e estava com muito medo do que ouvia, me perguntaram se estava acontecendo alguma coisa em casa e outras dúvidas surgiram. Eu fiquei apavorada, achei que ele estava com esquizofrenia ou algum distúrbio neurológico.

Percebi que não era mais "coisa de criança". Na manhã seguinte levei ele ao Hospital do Servidor novamente, porque tinha lido na bula "irritação cerebral" e ao procurar na internet, indicava estas perturbações como casos de superdosagem.

Ao examinar a bula minunciosamente, li também que a dose máxima para adultos era 500mg/dia (a metade do que ele estava tomando). Avisei os médicos e eles disseram que nunca haviam visto uma reação assim, falei que não sairia de lá sem uma consulta com um especialista. Nos encaminharam para a psiquiatria que diagnosticou crise de ansiedade e depressão, passou medicação e o atestou por uma semana.

Sai de lá muito confusa, mas por outro lado, aliviada por ter descartado a esquizofrenia. Neste momento eu pensava: não sei ser mãe de uma criança normal vou saber como cuidar e ajudar uma criança esquizofrênica?.

Pensei muito, pesquisei mais ainda e cheguei a conclusão que não daria o remédio para a depressão, iria suspender o Zinnat, vídeo games, filmes agressivos ou com qualquer tipo de luta, celular e iria observá-lo.

A primeira noite ele dormiu comigo e já sentiu-se melhor. Ainda lembrava e ficava um pouco nervoso, mas superou. Durante a manhã ficava com minha mãe e depois do almoço eu já estava por perto. Como os pesadelos tinham cenas de parede e vultos, limpei o quarto dele e pedi que me ajudasse a colocar os móveis da forma que desejasse.

Tudo ajudou. Alimentação, muita água, brincadeiras saudáveis e leves, passeios e muita conversa. As crises foram se distanciando e ele já conseguia controlar suas emoções ao me contar o que acontecia, quando lembrava dos episódios. Ficou uma semana descansando da escola, catequese e aulas de música.

Hoje, graças a Deus está normal. Fico pensando se eu tivesse dado o remédio da depressão, estaria dependente e sabe-se lá quais outros problemas desencadearia.

Pais, prestem muita atenção!  Leiam a bula sempre que perceber alguma reação estranha durante a utilização de quaisquer medicamentos e procurem outros especialistas caso achem necessário. Vou tentar avisar o fabricante e os médicos que  o atenderam para que isso não se repita.

Ufa, que sufoco!

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